Mês da Visibilidade Lésbica: conheça 9 criadoras para você acompanhar!

Agosto é o Mês da Visibilidade Lésbica, por isso trouxemos uma lista com 9 criadoras lésbicas para você acompanhar e conhecer mais.

Que junho é o mês do orgulho LGBT+, muitos já sabem. Mas pouca gente tem conhecimento de que agosto também é um período bastante importante para nossa comunidade aqui no Brasil – principalmente para as integrantes da letrinha L.

No dia 29 de agosto de 1996, acontecia o 1º Seminário Nacional de Lésbicas no nosso país, um marco histórico para o movimento. A data foi tão importante que entrou para nosso calendário como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.

Muitas vezes invisibilizadas nas pautas do próprio movimento, as mulheres lésbicas tiveram um papel fundamental na história e na luta pelos direitos conquistados para nossa comunidade. Por isso, decidimos trazer uma lista com 9 criadoras lésbicas para você acompanhar e conhecer um pouquinho mais do trabalho super bacana que elas têm feito por aqui.

Leia mais:

>>> De Férias com o Ex e a polêmica cena de sexo gay

Afinal, o L de LGBT+ não é de Lady Gaga. É de lésbicas e elas merecem tanta representatividade quanto qualquer outro integrante da sigla, né?

1. Ana Claudino

Podcaster, youtuber, influencer e ativista, é difícil você tentar acertar algum meio de comunicação que ela não esteja presente. Além de ser colunista no Mídia Ninja, Ana Claudino tem um canal no YouTube chamado Sapatão Amiga, onde aborda diversos assuntos relacionados ao universo lésbico.

Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Ana Claudino (@sapataoamiga) em

2. Thalita Coelho

Para os amantes de literatura, essa dica é certeira. Doutoranda e autora dos livros Terra Molhada e Desmemória, Thalita é uma escritora engajada em dar visibilidade para narrativas lésbicas. Seus dois trabalhos publicados até o momento abordam relações amorosas entre mulheres e isso, por si só, já é motivo o suficiente para ela aparecer nesta lista, não acha?

Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Thalita Coelho (@coelhothali) em

3. Sapatour

Sempre muito autênticas e divertidas, as meninas do Sapatour conquistam uma legião de fãs por onde passam. No canal no youtube, com vídeos semanais, elas compartilham desde desafios e vlogs de festas até conteúdos super engajados e políticos.

4. Mi Alves

Inicialmente focada em compartilhar suas experiências de intercâmbio, Mi Alves começou seu canal no YouTube em 2014. Desde então muita coisa mudou: hoje seu público acompanha conteúdos dos mais variados possíveis, muitos inclusive sobre sua rotina com sua namorada.

5. Sapatomica

Iniciado como um blog em 2011, o Sapatomica hoje é um canal no YouTube comandado por Be Carbonieri. A criadora aborda diversos assuntos relacionados ao universo das mulheres lésbicas mas não se limita somente a eles. Em seus vídeos, ela também fala sobre feminismo e psicologia, além de dar conselhos valiosos de relacionamento para seus seguidores.

6. Luciene Santos

Sapatão, periférica e afrovegana: é assim que Luciene se apresenta na sua bio do Instagram. Tem como ser mais didática? O perfil da criadora é uma ótima fonte de informação tanto para quem se interessa por veganismo, quanto para quem quer aprender um pouco mais sobre diversidade. O mais legal disso tudo é que Luciene tem um discurso super engajado na causa do veganismo acessível e anti racista. Não sabe o que é isso? Corre no perfil dela então pra descobrir do que se trata!

Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Luciene Santos (@sapavegana) em

7. Tá na Mesa Vegg

Ainda dentro do universo da culinária, este canal no YouTube traz uma variedade de receitas veganas deliciosas e super práticas de fazer. E o melhor de tudo é que ele é comandado por um casal de mulheres maravilhosas! Flávia Zardo e Maria Antônia são experts quando o assunto é comida vegana, então se você se interessa por esse tipo de conteúdo, vale super a pena dar uma conferida nos vídeos delas.

8. Tá Entendida ?

Duas mulheres lésbicas compartilhando suas experiência, vivências e percepções de mundo sobre os mais variados temas possíveis: é isso que você encontra no “Tá Entendida?”. Criado por Tatiana Fernandes e Yas Campbell, o canal no YouTube aborda de forma bastante engajada assuntos particulares das vidas de mulheres lésbicas e também desmistifica alguns tabus envolvendo a sexualidade feminina.

9. Vanessa de Oliveira

Para fecharmos com chave de ouro esta lista, trouxemos uma ativista lésbica e PCD super engajada nas redes sociais. Vanessa compartilha no seu perfil do Instagram reflexões muito válidas sobre o papel da mulher com deficiência dentro de outros movimentos sociais – especialmente dentro da própria comunidade LGBT+. Dê uma lida no texto que ela publicou em comemoração ao Mês da Visibilidade Lésbica e tira suas próprias conclusões.

Ver essa foto no Instagram

Agosto é o mês da visibilidade lésbica e temos nele dois dias importantes para a luta contra a lesbofobia: o dia 29 desse mês é o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, instituído em 1996 durante o primeiro Seminário Nacional de Lésbicas, e o dia 19 de agosto é o Dia nacional do Orgulho Lésbico, data definida em homenagem às ativistas lésbicas que, junto com Rosely Roth, ocuparam o Ferro’s Bar em São Paulo neste dia, em 1983 , em protesto a agressões lesbofóbicas ocorridas algumas semanas antes. Mas será que todas as mulheres lésbicas são incluídas nesse mês? Será que sou vista como uma mulher lésbica nesse meio ou sou apenas invisibilizada dentro do movimento? Sou mulher, lésbica e casada, mas já perdi as contas de quantas vezes dentro desse movimento já me perguntaram se minha esposa e eu éramos irmãs, amigas ou se ela era minha cuidadora. O que era pra ser um mês da visibilidade pra mim é apenas mais um mês onde sofro apagamento por ser uma mulher PCD. Ser uma pessoa com deficiência é ter a sexualidade cotidianamente apagada por aqueles que acham que PCDs nem transam (imagine todo o resto do complexo espectro que compõe a sexualidade de um indivíduo). Partindo disto para a invisibilidade da orientação sexual e identidade de gênero de um PCD é um caminho muito curto. Será que não estão construindo conceitos errados a respeito de corpos que podem ser lésbicos e os colocando sobre nós? Vamos comemorar o mês da visibilidade lésbica, mas dando realmente visibilidade, e não apenas militando com as hashtags.

Uma publicação compartilhada por Vanessa de Oliveira (@vanessagrao) em

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Criadores iD