riscos do WhatsApp Pay

WhatsApp Pay: benefícios e riscos da ferramenta

Na última semana, o WhatsApp lançou no Brasil uma funcionalidade de pagamentos direto pelo aplicativo, que já era bastante aguardada pelos usuários. O WhatsApp Pay permite fazer transações bancárias, a partir de algumas bandeiras de cartão, apenas usando o mensageiro.

A novidade está sendo liberada gradualmente para os usuários. Na primeira semana, 1,5 milhão de pessoas já tiveram acesso ao novo recurso. E nas próximas semanas este número deve crescer, alcançando os 120 milhões de usuários do aplicativo.

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Mas como tudo que envolve dinheiro, especialmente no nosso país, a facilidade das transações tem gerado dúvidas e desconfianças em relação à segurança do novo serviço. Aqui no Brasil, a responsável pelo processamento dos pagamentos é a Cielo, com suporte a um número limitado de cartões (Nubank, Sicredi e Banco do Brasil).

Logo após o lançamento, surgiram rumores de que outras instituições financeiras haviam testado a plataforma, mas não aprovaram a liberação do recurso aos seus clientes.

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Em reportagem ao Estadão, algumas fontes revelaram que Bradesco, Santander e Itaú Unibanco fizeram testes do WhatsApp Pay, mas teriam saído do projeto alegando dificuldades por causa da pandemia do novo coronavírus.

Nos próximos 90 dias, a plataforma deve incluir mais parceiros. Espera-se que o serviço tenha suporte a cartões do Santander, Banco Inter, C6 e Neon, além da bandeira Elo.

Mas o WhatsApp Pay pode mesmo ser perigoso?

O Banco Central tem ressalvas quanto ao WhatsApp Pay: a instituição afirma que está “acompanhando a iniciativa”, mas que “considera prematura qualquer implementação que possa gerar fragmentação de mercado e concentração em agentes específicos”.

Outros especialistas alertam sobre a potencialização de golpes que já aconteciam dentro da plataforma. As famosas histórias sobre pedir transferência, resgate ou recarga ficam mais fáceis de serem aplicadas com o novo recurso.

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Mesmo assim, o Facebook defende que a facilidade do WhatsApp Pay não significa falta de segurança. Você precisa cadastrar uma senha para autorizar as transações (ou utilizar biometria) e todo o processo é protegido por várias camadas de segurança.

Manter o aplicativo sempre atualizado e estar atento às mensagens recebidas é o melhor conselho para garantir o uso do WhatsApp Pay sem maiores riscos.

Segundo especialistas, o WhatsApp caminha para ser um pequeno e-commerce, assim como o Instagram se tornou. Portanto, este deve ser apenas o início de uma forte estratégia do Facebook e devemos ter mais novidades em breve.

E você, já usou o WhatsApp Pay? Conta pra mim o que achou da experiência com o novo recurso.

O algoritmo contra o YouTube

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Quatro criadores de conteúdo negros – Lisa Cabrera , Catherine Jones , Denotra Nicole Lewis e Kimberly Carleste Newman – entraram com uma ação contra a plataforma. Eles acusam a plataforma de “conscientemente, intencionalmente e sistematicamente” usar algoritmos para “restringir o acesso e expulsá-los do YouTube “.

Os criadores afirmam que os sistemas de aprendizado de máquina do YouTube segmentam seus conteúdos, não porque violam as Diretrizes da comunidade ou os termos de serviço, mas simplesmente porque são negros.

O processo argumenta que o YouTube usa seu poder para “restringi-los e bloqueá-los” apenas “com base na identidade ou ponto de vista racial”.

Cabrera, Lewis e Newman tiveram todos os vídeos que se enquadram nestas regras removidos pelo YouTube sem explicação. Jones, por outro lado, teve seu canal inteiro encerrado, com o YouTube citando suas políticas contra a nudez. Mas nenhum de seus vídeos continha nudez, diz ela.

Os criadores também alegam coletivamente que o YouTube não fez nada sobre comentários de discurso de ódio deixados em seus vídeos.
Susan Wojcicki, CEO do YouTube, negou categoricamente as reivindicações dos criadores, dizendo ao Washington Post : “Não é como se nossos sistemas entendessem a raça de qualquer uma dessas demografias diferentes”.

Ela acrescentou que o YouTube trabalha para garantir que “nossas máquinas não tenham acidentalmente aprendido algo que não é o que pretendíamos”.

Se o YouTube achar que o algoritmo está fazendo algo que não deveria, a empresa irá treiná-lo novamente para que “qualquer que seja o problema, seja removido do conjunto de treinamento de nossas máquinas”, disse ela.

WWDC 2020 totalmente online

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Os eventos da Apple são famosos mundialmente e atraem até mesmo quem pouco entende de tecnologia. Não à toa, a empresa e o seu CEO, Tim Cook, são referências em apresentações.

E se não fosse pela pandemia, nesta segunda-feira diversos desenvolvedores teriam se aglomerado em um auditório para descobrir as novidades da empresa no cenário de desenvolvimento dos seus aplicativos e produtos.

A WWDC 2020 foi realizada totalmente online, transmitida pelo YouTube e Apple TV (você pode assistir ao evento abaixo) com apresentações incríveis!

A abertura do evento reconstruiu digitalmente o caminho até o Steve Jobs Theater, espaço onde normalmente acontecem os keynotes da Apple. O evento foi seguido de diversas apresentações gravadas, em cenários diversos da emprensa, anunciando as novidades do ano.

O anúncio mais impactante do evento ficou por conta da decisão da empresa de trocar os processadores dos Macs por processadores próprios, a partir do final do ano.

Com a mudança, o macOS suportará aplicativos iOS nativos e aplicativos macOS lado a lado nessas novas máquinas no futuro. Ou seja, será possível ter o mesmo aplicativo rodando em um MacBook e um iPad ao mesmo tempo. Desta forma, a Apple se distancia da Intel e passa a equipar suas máquinas com processadores de fabricação própria.

Outro grande destaque foi o anúncio do iOS 14, atualização que traz boas mudanças para iPhone e iPad. A Apple habilitou a organização por widgets na tela inicial dos aparelhos, redesenhou a Siri, além de um novo aplicativo de tradução.

O iOS 14 deve ser lançado oficialmente em setembro, mas talvez uma versão beta pública seja disponibilizada aos usuários ainda em julho.

 

Lucas AmarildoLucas Amarildo

Jornalista de formação, apaixonado por produção de vídeos. Atuou em redações, produziu documentários e atualmente coordena a área técnica da Dia Estúdio com o objetivo de pensar estrategicamente as tecnologias e inovações adotadas nos projetos da empresa. Está sempre em busca das novidades do universo audiovisual, atualizações das plataformas e é justamente sobre isso que vai falar neste espaço!

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