Bryanna Nasck produz conteúdos onde promove debates e discussões sobre gênero, sexualidade e saúde mental de forma simples e acessível. Nasck, que se identifica como pessoa trans não-binária, apresenta seu trabalho como algo amplo e brinca: “em um resumo engraçado, que peguei em um site que fez uma lista de pessoas não-binárias para você seguir, eu basicamente jogo e milito.”

Com os vídeos, visa ampliar a possibilidade de entendimento sobre temáticas LBTQIA+ a qualquer pessoa, independente do nível acadêmico ou qualquer outro privilégio. Além disso, atua como streamer de jogos, onde abre debates sobre o assunto com um público que não necessariamente estava procurando por aquilo.

As pessoas entram na live para ver o jogo, mas entre palhaças e bobeiras acabam recebendo informação e falando de tópicos importantes como transfobia e machismo.

Bryanna sempre teve interesse em estar presente na internet. Desde muito cedo, teve diversos blogs sobre temas variados como tecnologia, história, filmes, séries e até um vlog sobre a própria vida. Demorou para atingir um engajamento que a deixasse confortável e, ao longo de todo este período, foi se encontrando como pessoa e buscando uma identidade que traduzisse quem era.

Enfrentou problemas com preconceito e transfobia desde criança. Foi a partir da adolescência que começou a expor as próprias vontades e a falar sobre isto nas redes sociais. Aos 14 anos, iniciou um blog chamado “Arco Grey“, que tinha o objetivo de compartilhar as questões que vinha aprendendo a respeito da minha própria vida e sobre a comunidade LGBTQIA+. O objetivo era mostrar que nem sempre o “Arco-Íris” é colorido e discutir sobre a dura realidade de quem ousa ir contra um sistema que faz esta minoria acreditar que nossa vida não tem valor.

No mesmo período, começou o canal no Youtube. Os primeiros vídeos foram ao lado de uma amiga de infância, mas logo depois Bryanna assumiu o perfil sozinha, transformando em vídeo os posts que fazia no blog e, mais tarde, trazendo conteúdos sobre a jornada, desenvolvimento e questionamentos próprios.

Em 2016, após anos de estudo e entendimento, publicou um vídeo onde fala sobre a identidade não-binária, explicando de forma didática o que isso significa. Com a publicação, tornou-se uma das primeiras pessoas a discutir o tema no Brasil. O vídeo viralizou e trouxe convites para realização de palestras ao redor do país todo.

No final do mesmo ano iniciou as lives de jogos, resgatando um sonho de infância, e mesclando dois mundos bem distintos. Sobre o trabalho que executa, Bryanna diz:

“Falar sobre tudo isso me ajudou a impactar milhares de vidas a seguirem um caminho que traduza o seu eu mais genuíno. Todos os sonhos que tinha quando criança e achava que não seria possível realizar, hoje fazem parte do meu dia a dia. Não foi nada fácil, mas sinto que estou no caminho certo.”

Para contatá-la, basta mandar e-mail para [email protected]

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