Influência, profissionalização do mercado, e a famosa remuneração: como se portar diante da gamificação e dos recebidinhos?

Trabalhar com criação de conteúdo é muito mais do que postar fotos bonitas no feed, envolvendo muito planejamento estratégico e trabalho árduo nos bastidores.

Profissão ainda recente no mercado, ainda notamos muita gente que não encara a influência como uma profissão, levando-a como um hobby e não dando o valor necessário. Mas deixa eu te contar um segredo: ela é sim uma profissão e deve ser encarada (e remunerada) como tal!

Se você ainda não adivinhou, o assunto de hoje é dinheiro, money, din (ou como parar de trabalhar sem ganhar ele).

Gamificação

Formato que está conquistando muitos criadores iniciantes, a gamificação promete o retorno financeiro de acordo com o desempenho de cada influenciador. Neste processo, inclui-se um mecanismo de jogos como parte da estratégia, impulsionando os criadores a produzirem conteúdo em troca de recompensas de acordo com cliques no link, vendas, ou relacionados. Dessa forma, quanto mais o influenciador posta, mais ele vende. E quanto mais ele vende, mais ele quer postar. Parece bom, mas existe uma série de problemas neste tipo de estratégia:

  •  Perda de qualidade: não é regra, mas quando o influenciador se preocupa mais com a quantidade do que com a qualidade do conteúdo, os publis preguiçosos começam a reinar.
  • Uso de bots: muitos influenciadores, para conseguir um maior volume de acessos no seu link, utilizam bots, o que gera seguidores falsos e engajamento falso. Convenhamos: não é bom para ele, e nem para a marca.
  • Baixa remuneração: muitas marcas usam o processo de gamificação como uma “desculpa” para não pagar os influenciadores, ou oferecerem uma quantia muito inferior ao que deveria. O discurso é que o criador vai ganhar conforme suas vendas (mas ó, evita cair nessa, e empodere seu mercado!).
  • Chuva de publi: para ganhar mais, os influenciadores começam a lotar seu feed com publis para a marca, perdendo credibilidade e cansando seus seguidores, podendo até causar um efeito rebote e criar um “ranço” pela marca.

Os recebidos

Mas e recebidos, devo fazer? Tema polêmico!
Não existe uma regra, e ao fazer um post de mimo, temos que pensar também na relação entre marca – agência – influenciador, que precisa ser constantemente trabalhada. É aceitável fazer um publi gratuito para uma marca com a qual você já se relaciona (e que faz jobs pagos com você!), ou talvez um primeiro post com uma nova marca para criar uma relação. Mas nada de ficar fazendo chover post sem remuneração, viu?!
Uma coisa que realmente não é legal é quando a marca cobra um post depois de enviar um produto. Oras, você cobra elogios e biscoitos quando dá um presente para alguém? Aqui, o bom senso deve reinar, e o influenciador não tem obrigação alguma de divulgar um produto sem receber por isso.

 Leia mais: 
>>> Fada sensata, rainha do publi e prima do Brasil: 5 lições de influência com Maisa
>>> A pastelaria da influência: referências de publis criativos para sair do básico e arrasar nas campanhas
>>> Conheça Gui Sousa: a mente brilhante por trás da Dona Silvana que conquistou o Twitter

E o que eu faço?

Não existem muitas regras ou um manual de conduta, e tudo é uma questão de conversar (e estudar) MUITO.
Fiz a seguir uma lista com alguns influenciadores que falam bastante sobre o mercado e que podem inspirar bastante quem quer transformar suas redes sociais em profissão.

Paulo Cuenca: o Paulo é comunicador nato e utiliza suas redes sociais para ajudar seus seguidores a conseguirem um melhor desempenho e se profissionalizarem na atividade. Vale a pena acompanhar seus conteúdos e ter sempre um caderninho perto para anotar as dicas.

Camilo Coutinho: criador do Play de Prata, ele é conteúdo obrigatório para quem quer produzir vídeos na internet. Com muitas dicas sobre métricas, audiência, conteúdo e muito mais, ele é expert na área.

Giovanna Ferrarezi: dá licença que a rainha do publi chegou! Com zero preguiça de criar, Giovanna transforma até um press kit em conteúdo divertido de se assistir. Muito elogiada e procurada pelas marcas, ela trabalha bastante a criatividade e evita ir por caminhos óbvios. Uma ótima fonte de inspiração para quem cria conteúdo.

Bea PiresBea Pires

Relações Públicas de formação, sou apaixonada pelo universo da influência e hard user das redes sociais (oi @, me segue?). Respirando produção de conteúdo, já trabalhei com marcas de variados segmentos. Acredito que sempre existe algo novo pra gente descobrir, produzir e discutir – no trabalho, em casa, e na mesa do bar. Nas horas vagas vejo séries, converso com meus divertidamente e faço umas fotos por aí.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Criadores iD

 

x