As 7 chaves do Primal Branding e como elas se conectam com a influência digital

Você sabe o que é Primal Branding? Ele é sobre uma única coisa: construir comunidades. Como marca ou influenciador, para crescer e conquistar seu público é necessário ser entendido como uma comunidade que compartilha propósitos e objetivos. A conexão é a alma do negócio, e se aproximar do público é essencial – se você parar para analisar, os influenciadores que mais se destacam são os que estão próximos dos seguidores, interagindo e entendendo o que eles querem consumir.

Patrick Hanlon, autor do livro Primal Branding, divide o conceito em 7 chaves essenciais para que as marcas consigam criar uma brand image e um sistema de crenças capaz de crescer sua comunidade e gerar cada vez mais alcance. Aqui, vamos fazer um paralelo levando tais conceitos para a influência (e depois disso, se prepare para a chuva de seguidores!).

História

Nenhuma marca sobrevive sem um bom storytelling, sem mostrar para seu público de onde ela veio e para onde pretende ir. Tanto as marcas quanto os influencers precisam criar formas de contar sua história e se conectar com o público, para só então conquistar sua confiança. Uma dica? Crie um post no feed contando um pouco do seu início, das dificuldades, e de onde você já conseguiu chegar. Pode ter certeza que muitos dos seguidores vão se identificar, engajar, e se conectar com você.
Se liga nesse exemplo aqui no post do Paulo Cuenca:

Crenças

Grite para o mundo o que você acredita, e no que você concorda e discorda de outros sistemas de crença existentes. Crenças são enraizadas em todos os seres humanos, é um instinto primitivo que gera conexões com facilidade.

Icons

Você a noite, dentro de um carro, sonolento e meio sem prestar atenção nas coisas: ainda assim, se você ver dois arcos dourados ao longe, vai saber que está indo em direção ao MC Donald’s. Os icons trazem associações muito rápidas, praticamente instantâneas – e não precisa ser visual não, tá? Um cheiro em específico, uma tipografia, um som característico… tudo isso conta. Tenho certeza que grande parte dos que estão lendo segue ao menos um influenciador com alguma característica marcante: a Bruna Vieira, por exemplo, tem um cabelo icônico que já virou marca registrada.

Rituais

Aqui estamos falando de experiências que acontecem repetidas vezes com o influenciador, sejam elas positivas ou não. O tipo de relação que você tem com seu público gera certas expectativas sobre futuras experiências com o influenciador.

Linguagem

Toda comunidade possui suas próprias características linguísticas que formam parte daquele grupo. Possuir maneiras de falar, gírias e palavras com um significado especial são formas de conseguir unir um grupo e, qualquer um que queira fazer parte dele, precisa aprender sua linguagem. Vai me dizer que você consegue sobreviver no mundo da internet sem saber o que é um like, um feed, uma fada sensata ou um cancelamento?
O mesmo acontece com a linguagem visual de cada influenciador, que deve ser sempre marcante. Sei que um post é da Two Lost Kids sem nem olhar o @, por exemplo.

Anti-believers: ou os haters

Para qualquer grupo, existe um anti-grupo que não concorda com seus pensamentos – e isso também é positivo. Ter uma oposição ajuda a marca a se posicionar, a dizer o que ela é e, principalmente, o que ela não é. Ajuda a saber para onde ir, e de qual caminho desviar. Então lembre-se mais uma vez: ninguém agrada a todos, e desagradar também pode ser positivo.

Liderança

É preciso ser um líder. Lidere seu público, seu nicho, seu mercado. Seja gerador de conversas, criador de opiniões e não tenha medo de fazer. Podemos pensar em diversos influenciadores que lideram conversas: Paulo Cuenca lidera pautas sobre criação de conteúdo, Nath Finanças lidera conversas sobre organização financeira,

Seja você marca ou influenciador, aplicar os 7 pontos de Patrick Hanlon pode mudar o rumo das suas redes sociais.

Bea PiresBea Pires

Relações Públicas de formação, sou apaixonada pelo universo da influência e hard user das redes sociais (oi @, me segue?). Respirando produção de conteúdo, já trabalhei com marcas de variados segmentos. Acredito que sempre existe algo novo pra gente descobrir, produzir e discutir – no trabalho, em casa, e na mesa do bar. Nas horas vagas vejo séries, converso com meus divertidamente e faço umas fotos por aí.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Criadores iD

 

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