Os vídeos de youtubers mirins podem ser retirados do YouTube caso uma ação civil aberta pelo Ministério Público de Sã0 Paulo seja aprovada. A entidade argumentou que muitos destes vídeos fazem propaganda implícita de produtos infantis, o que fere leis da Constituição Federal, do Estatuto da Criança e do Adolescente, da Convenção das Nações Unidas sobre as Crianças, do Código de Defesa do Consumidor e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

A ação foi aberta após um inquérito civil envolvendo a fábrica de brinquedos Matel.  A youtuber Julia Silva, de 13 anos, publicou uma série de doze vídeos nos quais lançava desafios envolvendo as bonecas Monster High. Os vencedores eram convidados a participar de um evento na sede da marca.

A assessoria do MP concluiu que “diversas empresas, aproveitando-se da hipervulnerabilidade tanto da criança youtuber, como da criança espectadora, passaram a enviar seus produtos a esses influenciadores digitais para que eles os desembrulhassem, apresentassem, como verdadeiros promotores de vendas”.

Portanto, o promotor Eduardo Dias solicitou à Justiça que o Google retire os vídeos que são protagonizados por youtubers crianças. As empresas que enviam produtos às crianças também foram notificadas para que se abstenham deste modo de publicidade.

O Google foi questionado a respeito do assunto, mas respondeu que não comenta casos isolados.

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