O Instagram e o Google anunciaram que estão trabalhando em ferramentas para monitorar o tempo gasto em redes sociais. O movimento revela a preocupação das empresas com o bem-estar dos usuários, ao mesmo tempo serve de alerta para o vício em internet.

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Nesta terça-feira (15/05), o CEO do Instagram Kevin Systrom, confirmou em seu Twitter que  a empresa está desenvolvendo ferramentas para informar aos usuários quanto tempo passaram navegando pelo aplicativo.

Ele disse que é importante compreender como o tempo online impacta as pessoas e é uma responsabilidade para todas as empresas ser honesto sobre isso. Ainda disse que o tempo gasto no Instagram deve ser positivo e intencional.

O Google anunciou ferramentas similares durante a conferência I/O 2018. Um exemplo está na nova versão de seu sistema operacional, o Android P, que vai poder monitorar e limitar o tempo gasto em todos os aplicativos do smartphone.

O próprio YouTube recebeu uma atualização que vai ajudar os usuários a dar uma pausa entre um vídeo e outro no aplicativo. A ideia é fazer com que as pessoas criem hábitos saudáveis.

 

Estratégia moral e comercial

Mas por que essas empresas estão investindo em estratégias que podem tirar público de suas redes sociais? Os gigantes da tecnologia acreditam o tempo que você passa nas redes sociais deve ser bem aproveitado.

Essa crença não é apenas por questões morais, mas por estratégias de negócios a longo prazo. Eles sabem que o uso em excesso pode ser uma ameaça aos seus aplicativos, uma vez que prejudica o bem-estar dos consumidores.

Além disso, é preferível que os usuários sejam ativos nas redes sociais. Trinta minutos de navegação no Instagram com interações constantes é mais interessante do que duas horas de apenas rolagem do feed.

Os impactos das redes sociais na vida real são diversos. Se bem utilizadas, elas facilitam a comunicação, estimulam a criatividade, aproximam e mobilizam pessoas. Por outro lado, o mal uso pode criar barreiras para a socialização, afetar a autoestima e até fazer as pessoas perderem a noção do tempo.

Assim como pensam os gigantes da tecnologia, o importante é equilibrar o tempo gasto nas redes sociais e nas atividades da vida real. As novas ferramentas são meros facilitadores, afinal a consciência de cada usuário é o que vai gerar resultados positivos para o bem-estar.