Ser um influenciador digital não é fácil como parece. São necessários muita dedicação, tempo, criatividade e esforço. Algumas pessoas, ao se darem conta disso, recorrem a alternativas nada legítimas para criar uma reputação que não existe.

São vários os recursos que prometem aumentar seu número de seguidores e engajamento em pouco tempo. Aplicativos e plataformas que, por um valor baixo, conseguem realizar milagres e “bombar” seu perfil.  De repente, você consegue triplicar seus likes e comentários com a ajuda de bots que automatizam algumas ações como curtir, seguir e comentar.

 

 

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Prazer em anunciar que sou a nova embaixadora da L’Oréal Paris ✨ @belezaextraordinaria Foto: @agenciabrazilnews

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A venda de engajamento nas redes sociais é um segmento consolidado em países como Paquistão, Índia, China e Bangladesh. Nessas “fazendas de likes” as pessoas são pagas para darem curtidas em fotos de usuários que compram um pacote determinando o engajamento desejam em suas publicações.

Mas, o que parece ser uma boa ideia, pode se tornar um tiro no pé.  As grandes marcas que contratam  influenciadores digitais estão cada vez mais atentas e exigentes quanto ao retorno do investimento feito nesses profissionais. E este retorno só aparece, é claro, quando a influência é real.  A gigante Unilever se manifestou recentemente contra o uso destes recursos considerados desleais e pediu “mais transparência”.

Além de ser contra os termos de uso da maioria das redes sociais, a compra de seguidores deixa rastros bastante visíveis. Afinal, seguidores fake não geram engajamento e são facilmente identificados e excluídos. Resultado: você queima seu filme, afasta possíveis marcas interessadas e perde seguidores com a mesma facilidade que ganhou.

 

Ou seja, apesar de parecer trazer resultados positivos imediatos, a compra de engajamento não traz benefícios a longo prazo.  Além disso, os perfis que fazem uso dessa prática correm risco de serem denunciados por atividades suspeitas.

 

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