Ontem (20/06), o Instagram fez o lançamento mundial do IGTV, um novo aplicativo para vídeos de até uma hora de duração. Por conta disso, novidade está sendo apontada como uma concorrência para o YouTube, já que permite a produção de conteúdo mais longo. Mas será que é isso mesmo?

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Para entender melhor, vamos conhecer um pouco mais sobre o IGTV e, assim, comparar os recursos da nova ferramenta com o YouTube.

 

Acesso pelo aplicativo do Instagram

O Instagram foi esperto no lançamento! Além de um aplicativo próprio, os vídeos do IGTV podem ser assistidos diretamente no app do Instagram. Essa jogada faz com que ninguém precise ocupar ainda mais a memória do smartphone para ter acesso ao recurso.

Dessa forma, o IGTV concorre com o YouTube porque os usuários têm acesso a vídeos mais longos diretamente pelo Instagram. E a plataforma que muitas vezes foi utilizada pelos criadores como forma de divulgação de conteúdos, pode agora hospedar esse material.

Vídeos na vertical

A ideia é que o IGTV seja de fácil adaptação para os usuários. Por isso, ele foi desenvolvido para ser acessado da maneira que você usa o celular, com vídeos na vertical e em tela cheia.

O YouTube aceita vídeos tanto na vertical como na horizontal, adaptando o player do aplicativo de acordo com o formato. No entanto, o mais comum é que os vídeos sejam gravados na horizontal, seguindo a orientação das TVs, computadores e telas de cinema. É um formato já consolidado, e que o YouTube adotou muito antes da popularização dos smartphones.

Eis o primeiro desafio para o IGTV competir com o YouTube: será que a ideia de vídeos longos na vertical vai pegar? Afinal, a ideia é totalmente inovadora e o que temos até agora nesse formato são o Snapchat e o Stories com vídeos curtos.

O Instagram parece acreditar que sim! Inclusive, já convidou criadores de conteúdo para testarem o formato. Nah Cardoso, Maisa, Thaynara OG e Luísa Sonza são alguns dos nomes de brasileiros que inauguraram o aplicativo, mas até agora os materiais seguem curtos, com cerca de cinco minutos.

Vamos ter que esperar um tempo pra ver se os usuários curtem a ideia ou não.

 

Canais dos criadores e conteúdo

Assim como o YouTube, o IGTV possui canais. Eles são comandados pelos criadores e, ao segui-los, os usuários podem assistir ao conteúdo produzido. Qualquer usuário do IGTV pode ser um criador e lançar o seu próprio canal!

Essa é uma similaridade com o YouTube, que também organiza os criadores dessa maneira. Outro ponto em comum são os recursos diferenciados para canais maiores, como maior tempo de vídeo. Isso estimula o investimento na produção de conteúdo para os criadores.

Só que nesse quesito, o desafio para o IGTV depende dos criadores de conteúdo. Para fazer os canais do IGTV fazerem sucesso, é preciso pensar em formatos e ideias diferentes do que as que já existem no YouTube. Isso vai exigir trabalho e criatividade de quem deseja estar presente na plataforma, e será fator determinante para definir se o IGTV será um concorrente do YouTube.

 

Monetização

O IGTV não oferece ferramentas para monetização de conteúdo. O criador do Instagram, o brasileiro Kevin Systrom, disse que por enquanto o objetivo é atrair criadores e que depois a empresa irá pensar em maneiras de atrair publicidade.

Esse é um ponto crucial para o sucesso do aplicativo, afinal o YouTube já possui essa prática consolidada. Através de propagandas no início e durante o vídeo, as visualizações se convertem em dinheiro para o Google e também para os criadores.

 

Pensado para mobile

A principal diferença do IGTV para o YouTube é que ele é totalmente pensado para os usuários de smartphones. Os vídeos do IGTV começam assim que você abrir o aplicativo, da mesma maneira como quando ligamos a televisão. A ideia é tornar a navegação simples e, assim, você não precisa pesquisar um criador para começar a consumir conteúdo.

Os vídeos estão disponíveis também em sessões, como Para você, Seguindo, Popular e Continuar assistindo. Além disso, você pode enviar o vídeo diretamente para os seus amigos pelo Direct.

o YouTube apresenta recursos que funcionam muito bem em todas as plataformas, o que amplia o acesso para dispositivos móveis e computadores. Entretanto, não há um compartilhamento entre os usuários dentro da plataforma, dependendo de outros aplicativos de redes sociais para enviar os links para amigos.