Em parceria com as agências de verificação de fatos Agência LupaAos Fatos, o Facebook lançou um programa com o objetivo de combater as fake news no Brasil.  A ideia é analisar as notícias denunciadas pelos usuários da rede social, evitando a disseminação de informações falsas.

Depois de verificadas pelas agências, as fake news vão ter seu alcance orgânico reduzido e não vão mais poder ser impulsionadas. As páginas que compartilharem conteúdo falso também vão ter sua distribuição diminuída como penalidade. O projeto também pretende alertar pessoas e administradores de páginas quando estiverem prestes a publicar materiais comprovadamente falsos.

A mesma iniciativa já foi implantada no EUA com agências parceiras do Facebook e reduziu em 80% o alcance orgânico das notícias enganosas.

 

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Todas as publicações do Facebook têm a opção “Dar feedback sobre esta publicação”, onde é possível denunciar notícias falsas.

 

O Facebook já mostrou estar preocupado com a disseminação deste tipo de notícia – em especial em época de eleições no Brasil – e já tomou medidas ainda mais severas. Em agosto deste ano a rede social divulgou uma lista de 96 páginas e 87 perfis brasileiros que foram retirados do ar por compartilharem informações falsas.

Uma pesquisa da PSafe registrou mais de 4 milhões de fake news no segundo trimestre de 2018, a maioria dela envolvendo tentativas de ganhar dinheiro ou materiais mentirosos de teor político.

Um exemplo claro da importância de medidas como esta aconteceu em janeiro deste ano, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi julgado e condenado a 12 anos de prisão por receber propina da construtora OAS. Neste mesmo dia, o Monitor do debate político no meio digital,  ferramenta, que “busca mapear, mensurar e analisar o ecossistema de debate político no meio digital”, registrou que entre todas as matérias divulgadas sobre o julgamento, a mais compartilhada foi a do site G1,  seguida de uma matéria do site Jovens Cristãos – página com nenhum comprometimento com o  jornalismo profissional. Neste ranking ainda apareceram outros veículos tradicionais como VejaUOL, mas sempre acompanhados de sites da “imprensa alternativa”, como Notícias Brasil Online e Falando Verdades. 

 

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